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Alcance de influenciadores vai além do público jovem

Alcance de influenciadores vai além do público jovem

Amanda Schnaider

Produtores de conteúdo que utilizam canais online para influenciar comportamentos tanto na internet como fora dela, os influenciadores digitais, representam a ponta de uma indústria que vem se profissionalizando e se reinventando. Neste contexto, as marcas estão, cada vez mais, utilizando a estratégia da influência para se conectar com os consumidores. De acordo com o estudo “Quem são os principais influenciadores digitais de 2019?”, realizado pela plataforma de pesquisas MindMiners , um dos motivos para que as marcas contem com influenciadores e celebridades digitais em suas estratégias de marketing é a busca por novas formas de “quebrar o bloqueio de confiança em peças publicitárias”.

(Crédito: Antonio Diaz/iStock)

O levantamento – realizado em 2019 com mil pessoas de todas as classes sociais, das cinco regiões do Brasil, no aplicativo de opinião MeSeems, de propriedade da MindMiners – aponta que 41% dos respondentes já compraram algum produto ou serviço recomendado por algum influenciador digital.

A pesquisa ainda revela que o público acima de 25 anos está mais sujeito a comprar produtos do que os mais jovens, visto que 44% da faixa etária de 25 a 40 anos afirmaram já ter comprado um produto recomendado por um produtor de conteúdo digital, contra 39% dos jovens de 16 a 24 anos.

Influenciadores maduros desafiam estereótipos no digital

Outro estudo da mesma empresa, voltado para o público maduro (50+), analisa que essa faixa etária também está aberta a indicações de compras por meio dos influencers: 71% dos entrevistados dessa faixa etária disseram ter descoberto algum produto ou serviço por recomendação de um influenciador digital, sendo que 48% dessa faixa, comprou algum produto de higiene e beleza baseado em indicações de personalidades da internet.

Segundo a pesquisa, os e-commerces têm potencial para investir em parcerias com os influencers, pois 52% das pessoas que compram por recomendação deles, optam por lojas online (como Amazon e Submarino) e 45% por sites da marca que eles indicam. Por ser uma ferramenta de vendas B2C, 22% dos entrevistados dizem que já compraram algum produto por meio do Instagram. Apesar da base dos influenciadores digitais ser a internet, o estudo mostra que 51% das pessoas que compram com base na recomendação dos criadores de conteúdo online, fazem isso em lojas físicas.

Dentre as categorias de produtos e serviços que as pessoas mais compram seguindo indicações dessas personalidades da internet, estão Cosméticos (51%), Maquiagem (46%), Livros (41%) e Roupas (38%).

Para Lucas Mathias, responsável pelo estudo, um dos dados mais importantes aponta para a confiança das pessoas nos influenciadores. “Na pesquisa a gente questionou ‘se você comprasse um produto e ele não fosse bom, você ainda confiaria nas recomendações do influenciador?’, e nossa surpresa foi que 54% das pessoas continuaria confiando nele, na pesquisa de 2018 esse número era de 34%. Então, na era de fake news e muitas informações para compra, a opinião dos influenciadores digitais vem se tornando um dos principais caminhos para marcas encontrarem seus consumidores”, reforça.

Poucas marcas dão continuidade ao trabalho com influenciadores

Apesar do estudo revelar que 20% dos entrevistados afirmam se sentir incomodados quando uma personalidade da internet faz um publicação patrocinada ou um #publipost, a confiança nessas mesmas personalidades vem crescendo com o passar dos anos. Segundo o levantamento, em 2018, 32% concordavam/concordavam totalmente com a frase “Eu confio na opinião de influenciadores sobre produtos e marcas”, sendo que esse percentual sobe para 46% em 2019.

Ainda segundo a pesquisa, as marcas mais mencionadas e indicadas por criadores de conteúdo digital em 2019 são: Ruby Rose e Salon Line, da categoria de beleza e cosméticos; Adidas e Nike, da categoria de esporte; e Samsung, da categoria de eletrônicos.

Dinâmica das redes
Atualmente, de acordo com o estudo, 56% das pessoas preferem o YouTube como rede social para acompanhar um influenciador, 46% preferem o Instagram, 23% o Facebook e 10% o Twitter. Quando o levantamento compara diferentes faixas etárias, o Facebook aparece como o mais forte entre o público de 25 anos ou mais. Já entre os mais jovens (16 a 24 anos), a rede social que mais vem crescendo é o Twitter. Em 2018, somente 4% dessa faixa de idade considerava a plataforma como a sua preferida e, em 2019, esse percentual chegou a 16%, alta de 12%.

Muitos jovens que responderam à pesquisa disseram que gostam do Twitter porque a rede permite maior interação no dia a dia com os influenciadores, na qual as pessoas mostram a realidade de suas vidas, além de ser uma plataforma que possibilita a leitura de conteúdos de forma atualizada e ágil. Já quando as análises comparativas da pesquisa são feitas por classes sociais, o estudo revela que a classe AB prefere ver conteúdos de criadores pelo YouTube, enquanto a classe CDE, prefere fazê-lo pelo Instagram.

Remuneração e fit com marcas desafiam influenciadoresNo final de julho deste ano, a HopperHQ, empresa de agendamento de posts no Instagram, divulgou um ranking com as celebridades/influenciadores que mais faturam na rede social. A blogueira mineira de moda, Camila Coelho, foi a quarta colocada entre os brasileiros da lista, faturando cerca de R$ 111 mil por publicação, ficando apenas atrás de Neymar, Ronaldinho Gaúcho e Caio Castro. No ranking mundial, a blogueira apareceu na 66ª posição.

Em entrevista ao portal Pequenas Empresas e Grandes Negócios, Camila comentou que ainda que ela tenha um canal de sucesso no YouTube, o Instagram representa 40% e 50% de seus negócios, no qual um único post para uma marca chega a R$ 25 mil, sendo que hoje ela só faz parte de uma campanha se o projeto incluir ao menos seis postagens.

Era dos Stories
De acordo com a pesquisa da MindMiners, os formatos de conteúdo preferidos das pessoas em 2019, são: Dicas (48%), Stories (47%) e Tutoriais (44%). Já os formatos que não se deram tão bem esse ano são: Vlogs do dia a dia e Vlogs de viagem, que tiveram variações de queda maior que 20% entre 2018 e 2019. Outro dado interessante é que Texto cresceu 25% no último ano. Já quando comparamos entre idades, para 42% do público de 16 a 24 anos, os gameplays são os principais formatos, contra 22% dos 25 a 40 anos.

O estudo da ainda revela que 49% dos entrevistados gostariam de se tornar um influenciador digital, abordando principalmente assuntos de entretenimento, dia a dia, games, comédia e família. E não é para menos, afinal, de acordo com levantamento realizado pela MediaKix, agência de marketing de influência, em 2020, o gasto previsto com anúncios em criadores de conteúdo digitais deve girar em torno de US$ 5 e US$ 10 bilhões. Esse dado reafirma que cada vez mais as marcas têm que se unir a esses influenciadores, pois cada vez mais, os consumidores estão considerando a opinião deles no momento de decisão da compra.

*Crédito da imagem no topo: Urbazon/iStock

Fonte: Meio e Mensagem

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