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Facebook: a rede social que te conhece muito mais do que você imagina

Facebook: a rede social que te conhece muito mais do que você imagina

Todos sabemos que o Facebook coleta nossas informações pessoais através da rede social, mas você faz alguma ideia do quanto o Facebook realmente sabe sobre você, ou por que ele precisa saber tanto?

Basicamente, o Facebook coleta suas informações para fazer dinheiro. Isso não quer dizer que ele venda elas explicitamente — essa é uma prática que a empresa sempre negou responsabilidade — mas o que ela faz é vender a anunciantes o acesso a pessoas específicas, e essas especificidades são encontradas usando as informações que o Facebook coleta de seus usuários.

Por exemplo, ao fazer uma campanha no Facebook, a Coca-Cola não compra as informações sobre os usuários em si, mas ela cria uma peça publicitária e paga para que o Facebook a mostre apenas para, por exemplo, jovens entre 18 e 25 anos, que frequentam hamburguerias e gostem de futebol, enquanto ela pode criar ou outra peça publicitária diferente para ser usada dentro da mesma rede social, mas apenas para, por exemplo, mulheres com mais de 50 anos que assistem novela.

E é assim que o Facebook garante a maior parte de sua renda: coletando informações sobre seus usuários que garantem a veiculação de peças publicitárias para públicos extremamente específicos, o que permite às agências criarem campanhas diferentes para públicos diferentes sobre um mesmo produto, aumentando a eficácia dos anúncios e, consequentemente, as vendas da marca. Além disso, essas informações também são usadas pela empresa para criar um “mapa social” de todos os seus usuários, o que permite ao Facebook interpretar tendências dentro da rede social e criar ferramentas que podem ser úteis aos seus usuários — como foi o caso da área marketplace, do suporte à vídeos e da inclusão dos Stories.

Mas, exatamente a quais informações sobre a minha pessoa o Facebook tem acesso?

O olho que tudo vê

Ao criar seu perfil na rede social, o Facebook já consegue o acesso a diversas informações básicas suas, como o nome, endereço de e-mail ou número de telefone, e a data de nascimento. E, conforme o usuário vai completando o perfil, a rede também vai descobrindo outras informações sobre seus usuários, como o local de nascimento, a cidade onde a pessoa mora, o estado civil, o nível de escolaridade e os locais onde o usuário estudou, além do emprego atual e anteriores dele.

Além disso, o Facebook também está de olho em tudo aquilo que você faz na rede social: todas as páginas que você segue, as postagens que você curte, os textões que você lê ou escreve, e até mesmo os lugares onde você faz check-in. E a rede não apenas está de olho nas coisas pelas quais você se interessa, mas também no quanto elas te interessam. Ou seja, você pode curtir diversas páginas sobre séries, tecnologia, política e futebol no Facebook, mas se você dá mais atenção (não apenas curtidas, mas tempo de leitura e quantidade de comentários também são analisadas pela rede social) a conteúdos sobre futebol do que aos outros, o Facebook não apenas sabe que você gosta desses quatro assuntos, como também sabe que o futebol é o seu assunto preferido.

A empresa também está de olho nos horários em que você loga na rede, e nos locais em que esse logins são feitos. Isso permite a ela criar um mapa da rotina de todos os seus usuários, que ela utiliza para oferecer dicas de restaurantes ou outros negócios da região que são compatíveis com os gostos e hábitos do usuário.

O Facebook também está de olho em todas as suas conexões. Não apenas os lugares que você frequenta (através de checkins ou de coordenadas repassadas pelo GPS, caso tenha dado ao aplicativo da rede social o acesso a eles) mas também quais são as suas conexões dentro da plataforma, e o quanto você se relaciona com elas. E, caso a rede social tenha acesso aos seus contatos telefônicos, ela também sabe para quem você costuma ligar e quanto tempo você conversa com essa pessoa.

Outro dado importante analisado pelo Facebook são os metadados de todas as fotos que você compartilha. Esses dados são informações disponíveis no código fonte das fotos e que não são visíveis para nenhum usuário comum, mas os algoritmos da rede social conseguem fazer a leitura desses dados e saber o dia e a hora em que aquela foto foi tirada, o local onde ela foi tirada (já que entre esses metadados existem também as coordenadas em GPS do local onde a câmera estava ao bater a foto) e até mesmo as especificações da câmera usada para bater a foto, permitindo que o Facebook cruze esses dados com outras informações sobre sua pessoa para definir o quão bem financeiramente você é. E isso vale não apenas para a sua pessoa: quando um amigo te marca em uma foto, o Facebook cruza as informações sobre ambos, criando não apenas um perfil sobre sua pessoa mas também sobre todo o seu círculo social.

Mesmo que você esteja desconectado do Facebook, a empresa ainda consegue coletar mais informações sobre seus gostos e sua rotina: todo e qualquer site que tenha vinculado a ele os botões “curtir” ou “compartilhar no Facebook” enviam essas informações para a rede, mesmo que você não tenha chegado a eles através de um link de dentro do Facebook. Além disso, mesmo que você não tenha dado permissão para o Facebook acessar os dados de seu GPS, a rede social sabe exatamente os locais que você costuma frequentar, já que ela rastreia a localização dos endereços IPs de todos os dispositivos que você utiliza para fazer login.

O Facebook também faz acordos com outras empresas de tecnologia para aumentar a sua quantidade dos dados que possui sobre seus usuários. Isso quer dizer que mesmo que você nunca tenha cadastrado o endereço de sua casa no Facebook e acesse a rede social apenas através de VPNs, caso a empresa de Zuckerberg, por algum motivo, feche um contrato de parceria com a sua provedora de internet, ela poderá cruzar os dados que possui sobre você e os dados fornecidos pela provedora para descobrir o endereço de sua residência.

Além disso, a rede social também tem acesso aos dados de todo e qualquer aplicativo em que você utilize o Facebook para fazer login. Então, caso você use sua conta do Facebook para fazer o login na Uber, a rede social tem informações sobre onde você estava, para onde você quer ir e em quais horários e dias da semana você costumava usar o aplicativo para se locomover — mesmo que nunca tenha feito check-in em nenhum dos lugares que frequenta.

Outra coisa interessante é que o Facebook também consegue triangular os dados para descobrir seu posição mesmo que o seu smartphone esteja sem conexão à internet. Caso se esteja estabelecendo uma conexão via bluetooth com um dispositivo que está conectado à internet, o aplicativo consegue distinguir que é o seu smartphone que está conectado àquele dispositivo, e marcar no banco de dados da empresa o local e a hora em que essa conexão aconteceu.

Basicamente, o Facebook sabe muito mais sobre cada um de seus usuários do que se pode imaginar. E, ainda que a empresa afirme que não possui acesso ao conteúdo das mensagens privadas e que não monitore o que é captado pelo microfone, alguns dos e-mails revelados pelo parlamento britânico em dezembro dão indícios de que a empresa tem mentido sobre o não monitoramento nesses casos.

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