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Hambúrguer vegetal representa inovação e diversidade de ofertas

Hambúrguer vegetal representa inovação e diversidade de ofertas

Há algumas semanas, o lançamento do hambúrguer à base de plantas 100% nacional em duas hamburguerias e gôndolas de algumas redes de supermercado fortaleceram a presença de foodtechs no mercado brasileiro. O Future Burger, desenvolvido pela Fazenda Futuro, em Volta Redonda (RJ), é parte do cardápio fixo da Lanchonete da Cidade, em São Paulo, e do T.T. Burger, no Rio. Também na capital paulista, está disponível em 78 lojas da rede Pão de Açúcar e quatro do Carrefour, além dos mercados Santa Luzia e St Marche. O Spoleto firmou parceria com a foodtech para desenvolver carne moída e almôndegas que acompanham as massas oferecidas pela rede de comida italiana.

De acordo com Marcos Leta, sócio-fundador da Fazenda Futuro, até pela própria experiência prévia no mercado – ele fundou a empresa de sucos Do Bem – foi relativamente fácil selecionar os parceiros que comercializariam o Future Burger. Segundo ele, o objetivo da foodtech é aprimorar o sabor da carne vegetal para que se aproxime cada vez mais do sabor da carne bovina, além de ampliar o acesso do consumidor final ao produto oferecendo um bom custo-benefício.

Qual é o futuro do hambúrguer do futuro?Para as empresas parceiras, trabalhar com a Fazenda Futuro significa diversidade e inovação das ofertas. Em maio, todas as unidades da Lanchonete da Cidade lançaram o LC Futuro (R$ 29), um sanduíche vegano que, além do Futuro Burger, leva queijo, maionese e pão veganos, alface e tomate orgânicos. A rede também passou a oferecer a opção de incluir o hambúrguer vegetal em qualquer um dos outros sanduíches do cardápio.

Ricardo Garrido, sócio da Companhia Tradicional de Comércio, dona da Lanchonete da Cidade, conta que a empresa está tentando evoluir e apresentar alternativas para um público crescente que está refletindo sobre seus hábitos alimentares, assim como o impacto na saúde e no meio-ambiente. “Acreditamos que o Futuro Burger tem a capacidade de atrair pessoas que são veganas ou vegetarianas e querem ter o que chamamos de ‘momento hambúrguer’, de curtir um sanduíche com tudo que vem junto com ele, mas que, por restrição alimentar não tinham opções que lembrassem o sabor da carne. Em segundo lugar, esperamos um fluxo de clientes e de novas pessoas que ainda não pararam de comer carne e queiram experimentar algo mais saudável. E, principalmente, por curiosidade de saber se alcança a expectativa de se curtir um hambúrguer”, afirma.

Para o Pão de Açúcar, a venda do Futuro Burger está diretamente ligada à plataforma de inovação da rede. A empresa possui, há cerca de quatro meses, com laboratórios fixos de inovação para discutir projetos nesse sentido, sejam soluções tecnológicas para melhorar a experiência de compra ou de produtos com propostas inovadoras, como o hambúrguer, de acordo com André Artin Machado, gerente de desenvolvimento do GPA. Existe, na empresa, uma área comercial que negocia com empresas pequenas e médias, inclusive foodtechs.

Desde 2016, o Spoleto passou por uma reformulação de seu propósito da marca. Seu objetivo segue sendo democratizar a comida italiana, mas quer também refinar seus fornecedores. A empresa repensou toda a cadeia de suprimentos da rede e começou a fazer treinamentos contínuos com os gerentes de suas lojas para que pudessem se tornar chefs, o que incluiu cursos em escolas de gastronomia como Le Cordon Bleu. Para Antonio Moreira Leite, CEO do Grupo Trigo, responsável pela rede, a introdução da carne vegetal é mais um elemento na transformação da marca, que busca acompanhar uma mudança de hábito em curso. “As pessoas estão mais atentas a suas escolhas. Com a crise econômica no Brasil, o consumidor passa a ser ainda mais seletivo. Se ele tem menos dinheiro, vai pensar duas vezes onde gastar”, avalia. No momento, o Spoleto está trabalhado em parceria com a Fazenda Futuro para o desenvolvimento de receitas que incluem almôndegas, carne moída para molho à bolonhesa e polpetones.

O papel do food design no redesenho da indústria de alimentosAssim como Garrido e Leite, Machado, do GPA, acredita que as tendências de comportamento de consumo guiam a busca da empresa por inovação. “Com a ampliação do acesso à informação e a busca por um estilo de vida mais saudável, as pessoas também passaram a se interessar e procurar mais por alimentos mais saudáveis – sejam vegetarianos, veganos, orgânicos, integrais, entre outras categorias. É perceptível um perfil crescente de consumidores que buscam alimentos com menor impacto socioambiental, mais saudáveis e mais sustentáveis, principalmente frutas, verduras e legumes que não utilizam agrotóxicos, nem transgênicos, respeitam a sazonalidade, além de também considerarem aspectos sociais em sua produção”, avalia.

Foodtechs recebem investimento nos EUA
No mês passado a Impossible Foods, criadora do Impossible Burger, recebeu US$ 300 milhões, contabilizadas diversas fontes de investimento como Google Venture, Khosla Ventures e personalidades como Bill Gates, Jay-Z, Katy Perry e Will.i.am. Com o novo aporte, o valor da startup passou dos US$ 750 milhões. Antes disponível em algumas hamburguerias espalhadas pelos Estados Unidos, a empresa tornou-se mainstream depois que o Burger King anunciou que irá vender uma versão do Whopper com o hambúrguer de plantas em mais de 7 mil lojas no país.

Já a Beyond Meat, que além de hambúrgueres fabrica salsichas de origem vegetal, abriu IPO no início de maio. No primeiro dia de negociação, as ações da empresa subiram 163% na Nasdaq. As ofertas iniciais giravam em torno de US$ 8,8 milhões e, na última semana, atualizou a oferta para US$ 9,5 milhões.

Fonte: Meio e Mensagem

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