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Smartphones poderiam durar até 15 anos se não fosse a obsolescência programada

Smartphones poderiam durar até 15 anos se não fosse a obsolescência programada

Se você comprou um smartphone assim que lançado há dois anos, há boas chances de o aparelho já estar apresentando queda de performance e problemas de funcionamento com alguns softwares e, ainda, em breve ele já não terá mais seu sistema operacional atualizado para versões mais modernas. E caso você recorra à assistência técnica em busca de reparos para que o dispositivo volte à potência original, a maior probabilidade é que o conserto chegue a custar 40% do valor de um smartphone novinho em folha — o que acaba, em muitos casos, não valendo a pena.

E nós nos acostumamos a pensar que isso é normal — afinal, os avanços tecnológicos não param. Mas o decaimento do desempenho, nesses casos, não se dá por limitações naturais do aparelho, mas sim devido à obsolescência programada, uma técnica utilizada por todas as fabricantes de smartphones da atualidade que faz com que os aparelho se tornem disfuncionais num período médio de dois anos, forçando a compra de produtos mais recentes.

Segundo Benito Muros, presidente da Fundação Energia e Inovação Sustentável Sem Obsolescência Programada (Feniss), “se a obsolescência programada não existisse, um telefone celular teria uma vida útil de 12 a 15 anos”.

Há 15 anos, o BlackBerry 6230 era seu sonho de consumo (imagem: Divulgação / BlackBerry)

Embora poucos países tenham legislações específicas para barrar a prática da obsolescência programada, já existe histórico de medidas legais contra as fabricantes que adotam a técnica de alavancar vendas: há duas semanas, a Autoridade Garantidora da Concorrência e do Mercado da Itália (AGCM, na sigla em italiano) multou a Samsungem € 5 milhões e a Apple em € 10 milhões, ambas acusadas por “práticas comerciais desleais” que causaram “avarias graves [nos dispositivos] e reduziram significativamente seu funcionamento, acelerando assim a sua substituição por produtos mais novos”.

A sanção, entretanto, não significa muito aos cofres das empresas: “A Apple ganhou 16,04 bilhões de euros (70 bilhões de reais) somente no quarto trimestre de 2014, o ano em que saiu o iPhone 6, que é o dispositivo sobre o qual se impôs a multa”, explica Enrique Martínez Pretel, membro do Conselho Geral de Associações de Engenharia de Informática da Espanha. Ele afirma que a Comissão Europeia determinou que, até 2020, todas as empresas que desejarem vender seus produtos no velho continente deverão trazer informações sobre a durabilidade dos produtos eletrônicos.

Não apenas os bolsos dos consumidores sofrem com a obsolescência programada, mas também a saúde ecológica. O Ministério da Transição Ecológica da Espanha expôs a preocupação com a questão ambiental, defendendo que a prática leva ao “aumento do volume de resíduos gerados e no aumento no ritmo da produção desses resíduos”. Segundo Muros, “todos os anos geramos 30 bilhões de toneladas de lixo eletrônico. Não podemos continuar consumindo como fazemos porque daqui a 20 anos não haverá matérias-primas e vamos nos afogar em nosso próprio lixo”, conclui o presidente da Feniss.

Fonte: El País,Canal Tech.

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