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Twitter para de usar dados de terceiros em sua plataforma

Twitter para de usar dados de terceiros em sua plataforma

Por Garret Sloane, do Ad Age*

O Twitter anunciou nessa quarta-feira, 7, que está banindo dados de terceiros de sua plataforma de anúncios, levando anunciantes a comprar seus próprios portfólios se quiserem continuar a usá-los para segmentar anúncios. Assim, a plataforma deixaria de integrar esses provedores, como Acxiom, Oracle Data Cloud, Epsilon e outros, que têm uma vasta reserva de informações em audiência para anunciantes. A segmentação identifica pessoas baseadas em idade, gênero, renda, status familiar e outras características.

Em 2018, o Facebook realizou uma movimentação similar, após a exposição do caso Cambridge Analytica, quando um desenvolvedor externo se apropriou de forma ilegal dos dados de 87 milhões de usuários da rede. Também no ano passado, a União Europeia implementou a GDPR, que forçou anunciantes e plataformas a obterem o consentimento explícito dos usuários ao usar seus dados. O governo brasileiro também implementou recentemente a LGPD, com propósito semelhante. Nos Estados Unidos, o Congresso estuda medidas similares.

Algoritmos e o perfil do chefe de dados: as dúvidas da LGPDPlataformas estão tentando transferir a responsabilidade sobre os dados de terceiros aos anunciantes, fazendo com que eles trabalhem diretamente com os provedores. E às marcas, que levariam a segmentação às plataformas.

O clima inóspito mudou o cenário de dados no último ano. O IPG comprou a Acxiom por US$ 2,3 bilhões. Em abril, o Publicis Groupe comprou a Epsilon por US$ 4,4 bilhões. Marcas têm buscado, então, formas de coletar dados de consumidores que possam ser chamados de “first-party”.

Em nota, o Twitter afirmou que busca mudar o foco para sua API de integração com a segmentação dos próprios anunciantes. Também na quarta-feira, o Twitter admitiu que tratou de forma errada alguns dados de consumidores. Segundo a plataforma, eles podem ter mostrado anúncios baseados em informações coletadas com base no comportamento online fora de seu serviço.

Segundo o Twitter, eles foram capazes de conectar usuários a endereços de e-mail dos quais as pessoas nunca compartilharam com o serviço – o que permitiu à rede social coletar informações úteis para a segmentação publicitária. O Twitter não falou quantas pessoas foram afetadas ou o período de tempo em que isso ocorreu.

“Vocês confiaram a nós suas escolhas e falhamos aqui”, afirmou a companhia em um blog. “Pedimos desculpas pelo ocorrido e estamos tomando caminhos para fazer com que nunca mais cometamos esse tipo de erro.”

*Traduzido por Salvador Strano

**Crédito da imagem no topo: Con Karampelas/Unsplash

Fonte: Meio e Mensagem

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